Bom dia flor do dia!!! Como percebem meus posts não são muito frequentes, mas isso se explica ao fato da loira aqui dispor de pouco tempo, mas principalmente porque gosto de caprichar no que vou postar pra vocês, e isso aqui sempre tem muito de mim e faço com toda dedicação e carinho.
Bom, vamos lá... A revista Gloss deste mês estava maravilhosa, como sempre, mas foi na página 184 que encontrei um texto que me chamou a atenção, uma vez que por diversas vezes me identifiquei com ele (errei mesmo, mas e daí?! rsrs) e ainda vejo muitas amigas e pessoas que conheço fazendo as mesmas coisas citadas alí. Segue o texto na íntegra. Espero que gostem e reflitam sobre o assunto, afinal namorar só pra satisfazer a sociedade ou não correr o risco de ficar sozinha não traz felicidade e só nos deixa deprimida e com um currículo amoroso mais extenso, pois com certeza não vai durar muito tempo. E como disse o autor "namoro não é estepe nem solução para ser aceito. Namoro é, de fato, quando a gente é abraçado por quem a gente gosta. E quando o outro gosta da gente do jeito que a gente é. Simples assim"
E DE REPENTE DÁ CERTO
Autor: Antonio Fabiano Junior
A vida é mesmo cruel. Se não namoramos, somos encalhados, feios, sem graça. Resultado? P-r-e-c-i-s-a-m-o-s (assim mesmo, letra por letra) fazer um novo corte de cabelo incrivel, comprar milhares algumas roupas e emagrecer (tá, vai, emagrecer a gente acha que precisa sempre), tudo para tentar, de alguma forma, convencer a gente e o mundo de que estamos solteiros porque queremos. O fato que não conseguimos. E ai conhecemos alguém que não gosta das mesmas coisas, não conversa sobre os mesmos assuntos e não ouve as musicas que amamos e mesmo assim namoramos esse erro em forma de pessoa. Não porque a gente gosta dela e quando acontece algo incrível no nosso dia o primeiro telefone que a gente pensa não poderia ser outro, mas namoramos para nos sentirmos um pouco mais bonitos, um pouco mais divertidos e um pouco mais magros (tá bom, a gente nunca se sente mais magro. Vida cruel, um beijo pra você!).
Mas aí o tempo passa e vemos que (sinto informar) nada muda. Continuamos histéricos, inseguros, com medos e nos achamos feios, gordos e sem roupa. Sempre. Até que encontramos. Alguém que não faz a gente precisar ser mais bonito para o mundo, alguém que a gente não odeia quando vez ou outra tira nosso sono. E percebemos que namoro não é estepe nem solução para ser aceito. Namoro é, de fato, quando a gente é abraçado por quem a gente gosta. E quando o outro gosta da gente do jeito que a gente é. Simples assim. E percebemos que coisa boa de verdade é quando a gente não quer desfilar nossa conquista para os outros, mas quando acordamos (ambos) amassados, mal-humorados e loucos para passar o dia ao lado daquela pessoa. Só daquela. Por ninguém e com mais ninguém. E, mesmo feio, irritado e com remela, a gente está feliz.
Fonte: Revista Gloss, edição nº50. São Paulo: Editora Abril, 2011.


